Tekst piosenki
[Verso 1]
Todo dia eu passo na sua casa
Eu não vejo graça mais em nada
Quando ameaça a madrugada, eu volto a sair
O 7411 me espera, mas vejo fumaça da janela
Tem alguém aí na sua sala? Não dá pra ver daqui
[Pré-Refrão]
Eu escalo os andares sujos do seu condomínio
Subo com minhas mãos sobre os tijolos
Mas eu escorrego e é difícil
Saber que a última coisa que eu vi dali foram seus olhos
[Refrão]
Sinto o ar, me levando ao chão
Sobre os meus ossos espalhados no vão
É poético e engraçado
Que eu tenha tido tempo de pensar em te pedir desculpas
Pela inconveniência de escorregar no vento
E morrer em frente à sua casa
[Verso 2]
Tente não ser o primeiro a roer as frias carnes do meu corpo passageiro
Não quero discursos prontos
Só me leve uma foto do seu rosto no enterro
[Pré-Refrão]
E me deixe levar pra onde quer que eu vá
Sua lembrança
Vim do lado de lá, eu preciso de alguém
Pra me ensinar como a vida avança
[Refrão]
Sinto o ar, me levando ao chão
Sobre os meus ossos espalhados no vão
É poético e engraçado
Que eu tenha tido tempo de pensar em te pedir desculpas
Pela inconveniência de escorregar no vento
E morrer em frente à sua casa
[Outro]
À sete palmos com tempo à pensar
Remontei minhas memórias
Eu vi as aves e os dinossauros
Os primatas se espantando com os astros
Busquei nas pedras e nas palavras
E aprendi, enfim, o significado
O fim nasce no ventre
Desde que o mundo tinha só dentes de leite
Escrevo à noite e a luz se apaga
E eu me despeço, então, sem deixar nada
Nada, nada, nada
Tłumaczenie piosenki
Analiza piosenki
Projekt ten otwiera nowy rozdział w karierze artysty, zamykając tetralogię opartą na czterech żywiołach natury, które charakteryzowały jego cztery pierwsze albumy: „Lobos (tłum. Wilki)”, „Anti-Herói (tłum. Antybohater)”, „Pirat” i „SUPER”.
„Memórias Póstumas” ukazuje moment, w którym architektura zawodzi, powrót jest niemożliwy, a jedyne, co pozostaje, to absurdalna, poetycka łaska upadku. Tytuł jest bezpośrednim nawiązaniem do arcydzieła Machada de Assisa „Memórias Póstumas de Brás Cubas (tłum. Pośmiertne wspomnienia Brása Cubasa)”, powieści opowiedzianej zza grobu przez zmarłego, który z ironicznym dystansem rozmyśla o swoim życiu.
Jão zawłaszcza tę literacką ramę, aby wyobrazić sobie własną śmierć – nie jako tragedię, lecz jako niedogodność, niezdarne potknięcie, które staje się ostatecznym, najszczerszym wyznaniem. Mężczyzna spada z budynku ukochanej, umiera przed jej domem i w chwili upadku ma czas przeprosić za „niedogodność” swojej śmierci. „Memórias Póstumas” to rozważania na temat śmiertelności, które odrzucają zarówno melodramat, jak i rozpacz, wybierając zamiast tego ostre balansowanie między poetyką a absurdem.












Komentarze (0)